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Badminton do Brasil tem sete atletas no Top 100 dos rankings mundiais pelo segundo ano consecutivo

Sexta, 06 de Março de 2020, 12h07
Tecnologia da Comunicação/CBBd/HM
Tecnologia da Comunicação/CBBd/HM
Ygor Coelho, Fabiana Silva, Fabrício Farias, Francielton Farias, Jaqueline LIMA, Sâmia Lima e Gabriel Cury formam o time brasileiro que permanece na elite mundial, após publicação, no ultimo dia 3, da lista da Federação Mundial de Badminton (BWF).

O Brasil chega ao segundo ano consecutivo com uma grande participação na elite dos atletas de Badminton. O país tem sete atletas no Top 100 mundial desde a divulgação do ranking em dezembro de 2019, um recorde e um feito inédito e histórico da modalidade no nosso país. Na atualização da lista, feita nesta sexta-feira (6), pela Tecnologia da Comunicação da CBBd, Ygor Coelho, Fabiana Silva, Fabrício Farias, Francielton Farias, Jaqueline LIMA, Sâmia Lima e Gabriel Cury permanecem entrem os 100 melhores do mundo, como um time de oportunidades.


Ygor Coelho, na Simples Masculina, é o atleta que se destaca do time quando o assunto é pontos. Há 24 meses segue presente no Top 50 mundial. Neste mês de março, confirmou a 48ª posição, com os mesmos 30,329 pontos do mês anterior. Nas Américas, no Ranking BPAC, é o primeiro colocado, seguido por Jason Anthony Ho-shue (49 do mundo), do Canadá e Kevin Cordon (56 do mundo), da Guatemala.

Os últimos anos do Badminton Brasil foram, notadamente, de grande evolução dos brasileiros no ranking, com resultados expressivos. Além de Coelho, Fabiana Silva, na Simples Feminina, veio de um 2019 na posição 75 e hoje está, firme a atuante, na elite das melhores mulheres, na 64ª colocação. 


Fabiana Silva alcançou o pódio no Kenya International 2020, realizado em Thika, no torneio Future Series que concederam pontos para o ranking válido para classificação dos jogos de Tokyo 2020, conquistando o bronze. E para aumentar pontos, disputa essa semana o VI Jamaica International 2020, levando consigo toda a torcida do Badminton Brasil.


A maior evolução entre os atletas que habitualmente representam o país em competições internacionais foi da dupla masculina formada pelos "Irmãos Farias", Fabrício e Francielton Farias, que subiu 130 posições desde 2018, finalizando 2019 na posição 61 e mergulharam na elite mundial sendo a dupla 60ª do mundo, com 21,312 pontos. 


Espetacular evolução também teve a dupla feminina do badminton brasileiro. Jaqueline Lima e Samia Lima, hoje entre as Top 50 do mundo, estando na posição 49 do ranking BMF. Jaqueline, primeira medalhista olímpica do Brasil, iniciou 2019 como 123 do mundo ainda no ranking júnior. Sua parceira, Samia Lima, sequer pontuava como dupla e já veio voando no adulto, colocando-se firme na elite do badminton mundial. Nas Américas a dupla é a segunda, atrás somente do Canadá. A dupla, em 2019, era a 60ª do mundo.


Outra dupla que também veio da categoria Junior e estreou na Principal (adulto) de forma extraordinária, é dupla mista formada por Fabrício Farias e Jaqueline Lima. Hoje, neste último ranking divulgado pela BWF, no dia 3, a dupla está na posição 60. Nas Américas eles estão na segunda posição logo atrás da dupla canadense formada por Joshua Hurlburt-Yu e Josephine Wu.


Na base, Gabriel Cury é outra estrela em ascensão. O brasileiro de 16 anos é o melhor do brasil na elite júnior dos 100 melhores, na posição 71. Mais um talento que se forma nesse cenário próspero e construído com responsabilidade pelo Badminton Brasil.

Confira abaixo a lista dos principais brasileiros nos rankings individuais adultos e júnior:


48ª Ygor Coelho (Simples Masculina)
49ª Jaqueline Lima e Samia Lima (Dupla Feminina)
52ª Fabricio Farias e Jaqueline Lima
60ª Fabricio e Francielton Farias (Dupla Masculina)
64ª Fabiana Silva (Simples Feminina)

JÚNIOR

71ª Gabriel CURY (simples masculina)

Técnico português ajuda Badminton brasileiro a ter grandes conquistas


Os Jogos Olímpicos Rio 2016 são um marco na história do badminton de alto rendimento do Brasil. Ygor Coelho e Lohaynny Vicente foram os primeiros brasileiros a defenderem o Time Brasil em um evento olímpico. Durante o período de preparação, os atletas contaram com o auxílio do técnico português Marco Paulo Pereira Vasconcelos. Ele foi contratado em 2012 para lapidar a equipe. Em cerca de oito anos, o treinador presenciou a evolução e a consolidação da modalidade.

Quando chegou ao Brasil, Vasconcelos encontrou a Seleção com a média de idade de 27 anos. Para o ciclo de Tóquio 2020, o desafio foi focar na renovação. Atualmente, a média de jogadores baixou para 20 anos. "Estou convicto de que esse é o grupo ideal para trabalhar até os Jogos de Paris 2024, mas deixando em aberto para novos atletas que podem surgir no meio do caminho", analisou o técnico.

"A evolução da equipe tem sido boa. Desde 2012 que a gente vem colhendo resultados de excelência, mas ainda podemos melhorar muito os nossos atletas"

Marco Vasconcelos, 48 anos, destes, sete atua no Brasil, há um ano é ele quem comanda os treinos da seleção brasileira adulta de badminton, em Americana, estado de São Paulo. Na bagagem tem 3 Olimpíadas disputadas, em Sidney, Atenas e Pequim, já conquistou vários títulos no circuito mundial e já foi o 36° melhor técnico do mundo.

Marco tem metas altas, a principal é conquistar uma medalha olímpica, mas como diz o ditado: “um passo de cada vez”, no momento os treinos estão focados para a conquista de uma vaga no torneio mais importante do esporte mundial, ”devagarinho e fazendo um trabalho bem feito a gente chega lá, temos dois atletas na simples com grande chance de qualificar para a olimpíada, Fabiana Silva e Ygor Coelho, e também estamos pela primeira vez tentando classificar nas duplas, mesmo sendo que nessa área a tarefa esteja bem mais difícil” avaliou o treinador Marco Vasconcelos.

Ao todo são 14 atletas que treinam com Marco nesse momento no CT de badminton em Americana, são eles: Fabiana Silva, Jaqueline Lima, Sânia Lima, Sâmia Lima, Tamires Santos, Juliana Viana e Jeisiane Alves, no feminino, e, Francielton Farias, Fabrício Farias, Waleson Vinícius, Jonathan Matias, Isak Batalha, Donnians Oliveira e Matheus Voigt, no masculino.

Há oitos anos CBBd tem a excelência como força motriz


Na cerimônia de encerramento e entrega de medalhas do Badminton Pan Am Male & Female Cup 2020, no último domingo (16), a Confederação Pan-Americana de Badminton (BPAC) conferiu ao brasileiro Francisco Ferraz de Carvalho, presidente da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd), uma honraria pelos préstimos ao badminton nacional em reconhecimento ao seu trabalho junta a entidade máxima do desporto no Brasil.

O reconhecimento, no entanto, na mexe no brio deste administrador nato. Desde 2012, Ferraz, quando assumiu a CBBd, Francisco Ferraz tinha um propósito: tornar o badminton brasileiro forte e pujante. A organização e a profissionalização então foi iniciada. Logo nos primeiros meses de mandato uma sede foi implantada. Teresina, no Piauí, passou a ter um escritório administrativo. De lá, surgiram e foram implementadas ferramentas modernas e ágeis de gestão, como regulamentos técnicos, instruções normativas, calendários de competições que abrangeu todo o brasil, captação de recursos privados e públicos, formatação de equipes e projetos avançados, construção de ginásio, criação de polos de excelência, encontro anual de cúpula da modalidade, modernização estatutária, sede de grandes eventos internacionais, organização de eventos nacionais e apoio aos regionais, além da popularização do desporto com centenas de clubes, milhares de atletas e 20 federações filiadas. Muito se avançou. Os resultados hoje do badminton brasileiro é o resultado direto do trabalho de uma equipe que se formou nos quatros cantos do Brasil, onde todos dormem e acordam badminton. Todas essas conquistas do Brasil, inclusive parceria recente com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), além de forte parceria em projetos com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) na preparação de atletas, no estágio em que chegou, desde a intervenção à classificação brasileira no Rio 2016, títulos de bronze e ouro pan-americano, bronze olímpico e todas as categorias com top 100 do mundo, tem nome: Badminton, esporte de conquistas, mote e escudo de uma gestão como nunca o Brasil experimentou. 

O badminton brasileiro, de forma séria, competente e determinada, quer muito mais e terá, onde o jogo limpo é a única forma de se permanecer neste patamar, sem retrocesso e avançar de forma estratégica e segura.


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