Notícias

Conheça as categorias (classes) do Parabadminton!

Quinta, 13 de Fevereiro de 2020, 10h00
      Tá ligado no Brazil Parabadminton International e ainda tem dúvidas sobre como os atletas são classificados e regulamentados de acordo com a sua classificação funcional para o jogo? Calma que já já vamos te explicar. Primeiro vamos mostrar a origem do nome desse esporte. O termo “para”, é um prefixo que antecede o nome oficial do esporte, o badminton. O “para” vem do grego (de paraplegia), porém hoje não se utiliza mais essa relação, com isso em novembro de 2016, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), teve que alterar o nome de Paraolímpico para Paralímpico para se atualizar ortograficamente de acordo como já se estava falando no mundo, mesmo assim o prefixo “para” continuou para demonstrar uma alusão em que o paradesporto anda paralelo com o desporto.

      Em 1996 o Parabadminton foi reconhecido pelo IPC, Comitê Paralímpico Internacional. E em 2017 foi reconhecido como esporte paralímpico, agora em 2020 vai ser a primeira vez que a modalidade vai participar como um esporte oficial de uma Paralímpiada. 

      Por termos de igualdade, para não haver vantagens de um atleta sobre o outro o parabadminton foi dividido em classes. As que vão participar das Paralímpiadas são 6, pois tem a quantidade suficiente de atletas e representantes de países distintos, que são a WH1 (Cadeirante grau 1), WH2 (cadeirante grau 2), SL3 (membros inferiores grau 3) SL4 (membros inferiores grau 4) SU5 (membros superiores grau 5) SH6 (baixa estatura), o grau vai de ordem crescente com a dificuldade. As classes são ainda divididas por gênero feminino masculino, podendo fazer duplas de acordo com esses gêneros ou então mista.

      Bom lembrar que ainda existem as categorias WS SL3 (membros inferiores grau 3 feminino), XD SH6 (dupla mista de baixa estatura)  MD SH6 (dupla masculina de baixa estatura), WD SH 6 (dupla feminina de baixa estatura), WS SH 6 (individual feminino de baixa estatura) e S9 ( deficiência mental) porém estas não terão disputas nos jogos paralímpicos. 

      Vamos então explicar cada uma das classes que vão ter disputa nas Paralimpíadas:


      A WH1 é uma classe para cadeirantes com maior comprometimento motor. Os jogadores desta classe precisam de uma cadeira de rodas para jogar. Jogadores desta classe esportiva geralmente apresentam comprometimento dos membros inferiores e da função do tronco. A atleta Gilvaneide Arnaldo dos Santos, não possui ações em seu tronco. A maioria dos atletas dessa categoria tem uma lesão medular, e o cérebro não comanda ações do seu tronco para baixo.


      A WH2 é uma classe para cadeirantes com menor comprometimento motor. Um jogador nesta classe pode ter comprometimento em um ou ambos os membros inferiores e comprometimento mínimo do tronco. A Maria Gilda, tem tronco funcional, se ela cair, por exemplo, ela consegue se levantar com a ajuda do tronco. A Maria ainda consegue fazer movimentos de flexão e extensão em uma das pernas, mesmo assim ela não conseguiria ter uma boa locomoção para jogar em pé, por isso ela joga como cadeirante da classe WH2.


      A SL3 é uma categoria para pessoas que tem comprometimento em uma ou nas duas pernas, ou péssimo equilíbrio em caminhar. Nesta classe, o jogador deve jogar em pé. O Leonardo Zuffo tem comprometimento nas duas pernas, mas consegue e prefere jogar em pé, por isso ele é qualificado para essa categoria. Quando se fala do comprometimento motor apenas em uma perna, quer dizer que a lesão dele esteja acima do joelho, se a lesão fosse somente em uma perna e abaixo do joelho ele seria qualificado para a classe SH4.


      A SL4 é uma classe para pessoas com deficiência na(s) perna(s) que possuam um grau de comprometimento motor e de equilíbrio menor em relação à categoria anterior. O jogador pode ter comprometimento em um ou ambos os membros inferiores e comprometimento mínimo no equilíbrio de caminhar. O Breno teve um acidente quando ainda era criança, o que fez ele ficar com seus membros comprometidos. Ele ainda consegue mover um membro superior sem muitas dificuldades, e ficar em pé com ajuda de uma prótese em uma das pernas, a perna que continua com uma lesão séria está acometida abaixo do seu joelho, com essas características ele se qualifica nessa categoria. 


      A SU5 é uma categoria para pessoas com deficiência nos membros superiores. A falta de um dos braços pode causar algum desequilíbrio ou algum comprometimento físico. A Yasmim teve uma má formação no braço direito, mas os seus outros membros são saudáveis, portanto ela é qualificada no padrão desta categoria. 


      A SH6 é uma classe para pessoas com baixa estatura, com isso nela se incluem pessoas que tenham nanismo. O Dheyvid Almeida tem o seu biótipo de baixa estatura e por isso é qualificado para essa categoria. 

      Depois de explicarmos sobre as classes, é bom ressaltar que todo paratleta de parabadminton que quer participar de uma competição oficial tem que participar de uma classificação funcional, onde são feitos testes físicos e fisiológicos afim de garantir que estejam competindo dentro de um patamar similar de capacidades físicas e evitando assim vantagens sobre os adversários.

      Agora se você tem algum tipo de problema físico e quer praticar algum esporte? Venha para o Paradminton, é super saudável e fácil de aprender. É só arrumar uma raquete e uma peteca e cair nas quadras. As escolinhas de badminton vem crescendo em todo Brasil, procure se informar se na sua cidade já tem e uma venha também ser feliz. 

<

CBBd no Twitter

Últimas Notícias CBBd

Mais Notícias