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Assembleia do COB amplia a participação dos atletas nas principais decisões da entidade

Sexta, 29 de Novembro de 2019, 09h32
Tecnologia da Comunicação/CBBd/HM
Tecnologia da Comunicação/CBBd/HM
A assembleia do Comitê Olímpico do Brasil (COB) realizou nesta quinta-feira, dia 28, uma revisão no estatuto da entidade que ampliou a participação dos atletas nas principais decisões da entidade. A partir do próximo ciclo olímpico, a Comissão de Atletas do COB passa a ser composta por 25 atletas, sendo que 19 com direito à participação nas Assembleias e votações, incluindo a eleição para a Presidência da entidade, o que corresponde a um terço do Colégio Eleitoral.

A atual revisão do estatuto do COB já estava prevista desde reformulação realizada em 2017, quando Paulo Wanderley Teixeira assumiu a Presidência da entidade.

"Depois de dois anos, era hora de nos reunirmos para revisar o estatuto, atualizar e aprimorar alguns pontos. O principal deles é a maior participação dos atletas nas decisões do COB. Quando assumi a presidência do COB, apenas um atleta participava nas Assembleias e ampliamos para 12. A partir do próximo ciclo olímpico, serão 19. Tudo que aconteceu na reunião de hoje no COB foi um exercício salutar de democracia. E quem sai vencendo é o movimento olímpico brasileiro", disse Paulo Wanderley Teixeira, presidente do COB.

Além de 33 representantes das Confederações Brasileiras Olímpicas e do membro brasileiro do COI, Bernard Rajzman, participaram das discussões na Assembleia sete representantes da Comissão de Atletas do COB: Bruno Mendonça, Emanuel Rêgo, Emerson Duarte, Fabiana Murer, Fabiano Peçanha, Marcelinho Machado e Thiago Pereira.

"O entendimento da assembleia foi que o número de votos dos atletas subisse para 19 votos. A Comissão de Atletas está disposta a contribuir mais com as decisões para melhora do esporte nacional, agora com mais sete votos na assembleia do COB", disse Emanuel Rêgo.

Os principais pontos do estatuto do COB alterados nesta quinta foram:

- Ampliação de 19 para 25 o número de atletas na Comissão de Atletas do COB;

- Ampliação de 12 para 19 o número de atletas com participação nas Assembleias da entidade, inclusive com direito a voto nas principais decisões da entidade

- Os poderes punitivos ficam exclusivamente a cargo da Assembleia.

- A redução do número de membros do Conselho de Administração, de 17 para 13, sem prejuízo da participação dos atletas, que continuou em dois, aumentando percentualmente sua relevância;

- A condição de atleta membro da Comissão de Atleta passa a ser de associado ao COB, ao lado das Confederações, com os mesmos poderes;

Abaixo a opinião de presidentes de Confederações Brasileiras Olímpicas presentes à Assembleia desta quinta-feira, dia 28:

"Considero que hoje demos continuidade ao processo de modernização do esporte brasileiro através de um debate muito produtivo. Saio bastante satisfeito com as melhorias e o avanço na governança do Comitê Olímpico do Brasil", disse o presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve, Anders Pettersson.

"É um processo que já estava mapeado dentro do calendário. Foi item de pauta do Conselho nas últimas três reuniões e também de encontros de trabalho com os presidentes de Confederações. As propostas foram para clarificar itens de governança e de compliance, estabelecer de forma mais clara a participação da Comissão de Atletas e qualificar as informações para as próprias Confederações das suas atribuições perante o Comitê Olímpico. Não podemos olhar mudanças estatutárias sempre com maus olhos. O processo foi claro, detalhado, seguiu os ritos formais e isso dá lisura, dá transparência ao processo", disse Matheus Figueiredo, presidente da CBDG e membro do Conselho Administrativo do COB.

"A revisão priorizou a ampliação do direito de participação dos atletas, que é o que a comunidade esportiva está clamando. Rompemos barreiras que até então limitavam a Comissão a atletas com participação em até dois Jogos Olímpicos anteriores. Agora, são quatro vagas para atletas que tenham participado de qualquer edição de Jogos. Realmente é uma disruptura muito grande. Acredito que hoje o esporte olímpico brasileiro dá mais um passo à frente", disse Rafael Westrupp, presidente da Confederação Brasileira de Tênis.

"Acima de tudo foi o resultado de pessoas que têm comprometimento com o esporte. Pessoas com opiniões contrárias, mas todos buscaram votar de acordo com o tamanho de sua responsabilidade. O COB, baseado no que vem fazendo em termos de transparência e com o objetivo final de fomentar sempre o esporte, está caminhando muito bem. Essa reforma estatutária comprova que o esporte brasileiro está buscando evoluir se utilizando das melhores práticas", disse Júnior Maciel, presidente da Confederação Brasileira de Taekwondo.
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