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Os medalhistas históricos do Badminton Brasil nos Jogos Panamericanos Lima 2019

Terça, 06 de Agosto de 2019, 11h57
Fonte: Folhapress/RedeEsporte Edição: HM
Fonte: Folhapress/RedeEsporte Edição: HM
O time brasileiro garantiu cinco medalhas neste Pan por ter chegado a cinco semifinais. O atleta carioca Ygor Coelho conquistou ou primeiro ouro da história do esporte nos jogos. Foi a primeira vez na história que um brasileiro disputou uma final do torneio individual masculino dos Jogos Pan-Americanos. O feito foi obtido na tarde da sexta-feira (02/08) por Ygor Coelho, que derrotou o canadense Bryan Yang, por 2 games a 0 com parciais de 21/19, 21/10, na decisão da medalha de ouro que ocorreu em Lima, no Peru, às 16h horário de Brasília.


Ygor Coelho entrou para a história do esporte brasileiro ao se tornar o primeiro atleta do país a conquistar a medalha de ouro do badminton nos Jogos Pan-Americanos. 


“É a primeira medalha de ouro da história do badminton brasileiro nos Jogos Pan-Americanos, estou muito orgulhoso de poder representar meu país e ainda mais em faturar uma medalha de ouro”, disse o mais novo campeão do badminton em Lima 2019.


Melhor colocado das Américas no ranking mundial, Ygor Coelho teve pela frente uma das maiores revelações da modalidade no continente. Com apenas 17 anos, Brian Yang eliminou na caminhada até a final os experientes Osleni Guerrero, de Cuba, campeão pan-americano de badminton em abril deste ano, e o guatemalteco Kevin Cordón, ganhador da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos em Guadalajara 2011 e Toronto 2015.

Além disso, o canadense havia derrotado o brasileiro no último encontro entre os dois, no Brasil Open, em maio deste ano. Mas, desta vez, Ygor Coelho entrou em quadra disposto a fazer história e impôs seu jogo desde o primeiro minuto do duelo.


O primeiro set foi mais equilibrado. Apesar de Ygor Coelho ter se mantido na liderança do placar na maior parte do tempo, o canadense sempre esteve por perto e a vitória só foi definida nos pontos finais: 21 a 19. Já a segunda parcial foi mais tranquila. O brasileiro conseguiu abrir vantagem logo de cara e soube administrá-la até fechar a partida em 21/19 e 21/10.


A medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos é mais uma conquista continental na carreira de Ygor Coelho, que foi campeão pan-americano adulto da modalidade em 2017 e 2018 e seis vezes nas categorias de base.


Ygor atua no Højbjerg, da Dinamarca, e essa mudança de país fez toda a diferença. “O nível da liga dinamarquesa é muito alto, tem jogadores do mundo todo e isso fez toda a diferença. Aprendia muita coisa. Minha técnica, concentração, como cuidar do meu corpo. Sou outro jogador agora”, finalizou o emocionado e contente atleta do badminton do Brasil.

Além da medalha de ouro conquistada por Ygor Coelho, o Brasil faturou mais quatro bronzes nas duplas nos Jogos Pan-Americanos. 


Mesmo antes do fim da competição, a modalidade já garantia cinco medalhas, ultrapassando o desempenho de três pódios em Toronto, já que o país traz pra casa quatro bronzes, nas duplas masculinas com os irmãos Francielton e Fabrício Farias, nas duplas femininas com Fabiana Silva/Tamires Santos e Jaqueline/Sâmia Lima, e Fabrício Farias e Jaqueline Lima nas duplas mistas. A única categoria que não houve medalha foi na simples feminina.

Os cinco pódios conquistados pelo Brasil em Lima representam um recorde, já que a melhor participação, até então, tinha sido em Toronto 2015, quando o país conquistou três medalhas: prata para Lohainny Vicente/Luana Vicente nas duplas femininas e para Daniel Paiola/Hugo Arthuso nas duplas masculinas e bronze para Alex Tjong/Fabiana Silva nas duplas mistas.


Fabrício Farias e Jaqueline Lima começaram a noite história para o badminton brasileiro pelas quartas de final das duplas mistas quando enfrentaram Nelson Xavier e Nairoby Jimenez, da República Dominicana. No primeiro set, os brasileiros arrasaram por 21 a 8. No segundo, os caribenhos fizeram de tudo para complicar, mas Fabrício e Jaqueline carimbaram o passaporte para a semifinal ao vencer por 21 a 19.


As jovens Jaqueline Lima e Samia Lima enfrentaram as donas da casa Danica Nishimura e Daniela Macias. Empurradas pela torcida, as peruanas venceram o primeiro set por 21/15. As brasileiras devolveram o placar no segundo e a decisão foi para a terceira parcial.

Jaqueline e Samia lideraram o placar na maior parte do tempo, mas não conseguira desgarrar das peruanas, que a todo momento encostavam no marcador. Ainda assim, as brasileiras conseguiram o primeiro match point em 20 a 18, mas só foram conseguir fechar em 24/22.


Fabiana Silva e Tamires Santos conquistaram mais uma medalha de bronze para o Brasil. As brasileiras conseguiram as medalhas após jogo contra a adversárias canadenses Rachel Honderich e Kristen Tsai e perderam por dois sets a zero, com parciais de 21 a 5 e 21 a 8.


Os piauienses Fabrício Farias, Francielton Farias, Jaqueline Lima e Samia Lima receberam nesta sexta-feira as medalhas de bronze conquistadas nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. O quarteto somou três das cinco medalhas da equipe brasileira no badminton.

Fabrício e Francielton subiram ao pódio na disputa das duplas masculinas; Jaqueline e Sâmia, nas duplas femininas. Fabrício e Jaque ainda garantiram outro bronze nas duplas mistas. No Pan, o badminton brasileiro conquistou ainda o ouro inédito com Ygor Coelho no individual masculino. Fabiana Silva/Tamires Santos ficaram com o bronze nas duplas femininas.

- Para falar a verdade, não temos palavras para dizer o que foi aquele momento para a gente. Realmente, não acreditávamos que estávamos ali dentro dos Jogos Pan-americanos, representando e jogando pelo nosso país. Não temos palavras para descrever aquele momento, só jogamos e demos nosso melhor dentro de quadra. Acho que o que mais contou para a gente dentro de quadra foi o querer. Queríamos muito, muito. Conversávamos que queríamos medalhas logo no primeiros Jogos Pan-Americanos – comentou Fabrício, que ganhou bronze jogando com o irmão Francielton.

Por trás da medalha de bronze dos irmãos Farias conquistada na quinta-feira nas duplas masculinas do badminton nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, há uma narrativa de superação, família e até mesmo estudos em segundo plano. Os treinos improvisados no quintal de casa na infância, lá no começo da década, era um exercício de imaginação. O varal de roupas da dona Ivanuza, mãe dos atletas, era a rede; e os chinelos dos meninos marcavam uma quadra imaginária do jogo com a peteca. Para quem sonhou ir longe enquanto brincava em Teresina, no Piauí, alcançou no Pan 2019 uma glória histórica: chegar pela primeira vez ao pódio dos Jogos.

A imagem de Fabrício e Francielton desabando em quadra após o ponto final que rendeu classificação às semifinais trouxe uma imagem carregada de emoção no Pan. No badminton, não há disputa pelo terceiro lugar, e a vitória nas quartas de final garantiu aos irmãos a medalha de bronze, abrindo caminho do ouro.

Os irmãos Fabrício e Fancielton Farias começaram a jogar badminton ainda na infância. Como não tinham condições financeiras para utilizar os clubes da modalidade, eles lembram que improvisavam as quadras no quintal da casa onde moravam, na cidade de Teresina (PI). Hoje na seleção brasileira, os irmãos Farias estão na disputa dos Jogos Pan-Americanos Lima 2019.

A solenidade de entrega das medalhas com os sete jovens medalhista que abre um horizonte de conquistas de forma inusitada para o país, demonstrando, todos eles, o enorme talento na modalidade, sendo todos eles estreantes nos jogos.


Em Lima, o badminton brasileiro fez a melhor participação na história dos Jogos Pan-Americanos. O ouro de Ygor Coelho, no individual masculino, coroou uma campanha histórica com outros quatro bronzes. O feito também veio acompanhado de uma cobrança: que o badminton tenham mais visibilidade, com mais patrocínios.

O Pan de Lima reúne cerca de 6.580 atletas de 41 países das Américas. Dos 39 esportes, 22 valem como classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. No total, o Brasil terá 485 atletas em ação na capital do Peru. 

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